quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Dinâmicas familiares

Tenho uma família MUITO grande, já o disse. Não a directa, mas a alargada. E há sempre festas e almoços e reuniões e tudo, e tudo, porque há sempre alguém a fazer anos ou datas e situações especiais para assinalar. Na semana antes do Natal, e dado que ia passar o Natal com o lado da família materna, as tias do lado paterno resolveram fazer um almoço/convívio com toda a família desse lado. A única avó viva, os 6 filhos(as), respectivos maridos/mulheres e filhos e respectivos filhos, again. Já há 4 bisnetos, mais um a caminho e mais 2 casais a serem submetidos à eterna pressão do «Então quando é que mandam vir a cegonha?» Ora, se há 4 bisnetos há pais/mães desses bisnetos que chegaram à família há pouco tempo. São os chamados apêndices. E se há alguns que estão habituados a esta dinâmica, o pai Flores é um desses casos, já que a família dele também é enoooooorme, outros há cuja família se cinge ao núcleo pai/mãe/filho e pouco mais. E era precisamente sobre esses que queria falar.

Coitados! Tenho genuinamente pena deles. Chegam a uma família destas, onde há muita gente, onde se fala muito alto (é difícil fazermo-nos ouvir no meio de tanta gente) e onde há uma verdadeira noção de clã. E o que é que a malta lhes faz, para os ajudar à integração? São submetidos a um verdadeiro interrogatório sobre a própria família: quantos são, que idade têm, o que fazem? Houve mesmo quem tivesse que responder à fatídica questão: Quais são as suas intenções com o meu Paulinho? (Sendo que o dito era/é um rapaz com quase 30 anos, na altura. :))

Mas a verdadeira prova de fogo é terem que associar toda a árvore genealógica. Quem é filho de quem, quem é casado com quem, quem é padrinho/madrinha de quem (porque depois entre tios e primos há uma enormidade de padrinhos e madrinhas).

Foi fabuloso ver a cara de pânico do mais recente apêndice (um rapagão alto e entroncado), com medo de falhar alguma das inquisições.

Tenho uma família gira.

16 comentários:

Mar disse...

Eu tinha uma família assim, foi-se desmembrando um bocado. Mas deu-me treino para o resto da vida, a perceber parentescos e a fazer árvores genealógicas. É giro!

E também já vi vários desses incautos que caem no meio dos clãs. Coitados! ;)

Mae Frenética disse...

Ahahahaaha!! Eu passei pelo mesmo com a do meu marido, mas como a minha tb nao é pequena eu ja vinha treinada.

O meu marido tinha uma tia que chegou a perguntar-me qual era a minha familia (tipo o nome, e afins, LOLOLOL) e eu fiquei assim tipo "mas isto ainda se usa??" LOLOLOL

A senhora tinha 95 anos por isso perdoa-se. :)

me disse...

Opá mas para isso nem é preciso ter uma família grande, que a do meu marido é pequena, mas já o avô dele... tem uma língua comprida! :P

Cristina disse...

Nós é tipo família siciliana. Andam sempre todos chateados uns com os outros. Mas dou-me muito bem com os meus tios directos (da parte do meu pai).
Adoro essa concepção de clã e sonho com isso um dia. Não sei se consigo... Tipo brothers and sisters...

Cristina

Little Miss Sunshine disse...

Nada a ver com isto, mas vi o teu comentário na ervilha. Os bilhetes para os Xutos estão à venda na Ticketline, para dia 26 Setembro. Custam 35 para a bancada e 25 para a relva.
Beijinhos

Rita Camões disse...

Nós também somos assim loooooooooooll, aqui existe até o chamado síndrome da manada, para onde vai um vão todos lol

Bjkas para ti e para os cachopitos

Anônimo disse...

lol olha o meu home é caracterizado como apendice dessa forma... ele quando chegou á minha familia, jasus, nem sabia por onde se meter LOLOL

e vivam as familias grandes... e os apendices vá :p

jocas

Jolie disse...

A minha é assim, a do António também, e eu confesso que ainda me baralho com o "beltrano é filho de cicrano"

mas é fixe! :)

Cool Mum disse...

Por cá é dois (meus lado paterno e materno) a zero (do lado dele).
Passados 12 anos já apanha metade das ligações, e participa nos interrogatórios aos novatos!

Carla Santos Alves disse...

Podes crer!
A minha tb é grande mas pelos vistos nada que se pareça com a tua!
Mas eu vou querer ter uma familia assim!!!
Adoro clãs!!!

Bjs

CLS disse...

Também tenho uma família assim, do lado do meu pai, embora agora um pouco fragmentada. Mas ainda assim, quando nos reunimos fazemos mesmo muito barulho! :)

Anônimo disse...

A do meu lado também é assim, lol no início o meu rapaz assutou-se um bocado com a dimensão da coisa, mas passado uns meses lá se hambientou, ahahaha!

Beijoquinhas

Lara disse...

Deliciei-me a ler este teu post, como sempre.
E tu que até nem tens veia de jornalista, nem nada, deves levar uma bateria de perguntas preparada!

Loira disse...

Cá é igual. Estou, neste momento, um pouco afastada da famíluia alargada: tios e primos (que a vós já não há), que são mesmo mtos. Mas, depois, tenho 3 irmãos, 2 cunhadas, 4 sobrinhos + 2 emprestados, juntando eu, o gajo, o fedelho, e os meus pais, já dá para encher a casa. Estamos habituados a gritar para sermos ouvidos, a falar por cima dos outros. Festas há quase o ano todo. Chateamo-nos, mas rapidamente fazemos as pazes. Rimos, muito. Gritamos, demais. Houve alturas que pensei que o meu gajo nunca se habituaria a isto (tão diferente da família dele). Nas festas (Natal e aniversário do puti), em que juntamos todos, tenho sempre medo que alguma coisa corra mal. Na verdade, até hoje, correu sempre bem, mas as dores de barriga que tenho nos dias seguintes revelam bem a ansiedade que tenho de que se dê algum constrangimento.
Verdadeira família italiana, que não troco nem por nada. Gosto disto :D.
beijo!

Zuza disse...

sei! ;)

e lembro-me q se o Zuzo aguentou firme com os(as) adultos (as), o que ele não esperava era ter várias criancinhas a saltarem-lhe para o colo sem mais nem menos, q estes meus sobrinhos são mto despachados!!!! LOL

calamity jane disse...

Faz-me sempre lembrar o Woody Allen e as famílias judias e, claro, os Padrinhos e filmes do Scorcese, com os clãs sicilianos...