quinta-feira, 3 de julho de 2008

Sentido de justiça

Nota-se em muitos gestos do dia-a-dia que ainda pensa (e muito) na chucha, que largou há quase um ano. O facto de ter um irmão que a usa amiúde não deve ajudar à festa.

Agarrou-se como nunca à fralda de pano (que só não usa na rua por vergonha), põe tudo o que lhe aparece à frente na boca (a própria da fralda de pano ou à falta de outra coisa as camisolas).

Tira a chucha da boca do irmão em jeitinho de pirraça e esconde-lha.

Ontem, depois de eu lhe ordenar que lha devolvesse, cruza os braços indignado e refuta:

- Não é justo!

(3 anos, 4 meses e 8 dias e já tem noção do sentido de justiça)

18 comentários:

carla disse...

E achas que é justo??? Eu tb acho que não é, mas eu sou a anormalidade que n tiro nada aos miudos, eles hão-de largar, juro que nunca vi nenhum miudo na escola primária de xuxa!

Bjs

Flores disse...

Carla,

não acho, claro, e dou-lha, nestas situações e se ele ma pedir. Ele é q já tem vergonha de a usar. Acho q o ele queria mm era q o irmão tb ñ usasse, mas isso eu tb ñ acho justo. ;)

Asas de Anjo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Asas de Anjo disse...

Que lindo e teve muita coragem, conseguiu com muita dificuldade larga-la?
Eu tenho uma drama lá em casa, que nunca pensei em vir a ter, a mais velha com 7 anos, sim 7 anos, quando a mais nova nasceu não conseguiu largar, já falei com o Pediatra, com o Otorrino e apesar de eles me dizerem que eu ñ a possa obrigar (nem o fazia) a larga-la sem que seja ela, para mim é um martirio ver uma menina já tão crescida com chucha (apesar que o pai usou tb chucha até aos 8 anos, dito pela sogra).

Flores disse...

Mónica,

privatizaste? Desde ontem q ñ consigo aceder ao teu blogue.

Na altura nem sequer estávamos a pensar em «tirar-lhe» a chucha, foi-se esquecendo dela e nós não o lembrávamos, claro.

De há uns tempos para cá, voltou a pedi-la sem quê nem porquê (ou melhor sem que nós percebamos)

Asas de Anjo disse...

Privatizei sim, são opções.

Pois na altura foi uma reacça~certa da vossa parte, eu teria feito o mesmo, talvez seja agora só uma fase, talvez o mano (q ñ sei idade) entretanto deixe a chucha e ele esqueça de vez.

Mae Frenética disse...

Acho q vai ser a minha luta com o P. Ainda nao tive coragem de a iniciar...

T disse...

Às vezes acho q eles crescem depressa demais...

Cool Mum disse...

G'anda Lata diria a besnica lá de casa :-)

Anônimo disse...

Bem, nós tb não usamos chucha e sabe Deus como às vezes precisávamos de uma! Deixa-me dizer-te que ele contorna bem a situação: já que eu não uso, o mano tb não! hihihi

Lara disse...

E não é justo, não...
Tadinho do menino que tem um nome que conjuga tão bem com Maria.
Olha, lá por casa já voltámos à chucha (apenas para dormir)

Tita Dom disse...

Eu também nunca tirei os mimos de Duda, e também te digo angustia-me quando os obrigam.
Duda largou chucha quando tinha 4 anos por iniciativa própria colocou-a no lixo.
A fralda de pano deixou de dormir com ela aos 5, que substitui por um ursinho que ainda hoje aos 7 dorme com ele agarradinha.
Eles precisam destes miminhos para se sentirem protegidos que nenhum mal lhes faz.
Dá lá a chucha ao boneco!
Joquinhas

Graça disse...

Não é justo, não! lololol :)

Bj **********

LP disse...

Eu também não acho nada justo ;). É muito difícil para eles compreenderem que os irmãos, sendo mais pequenos, sendo diferentes, têm tratamentos e hábitos diferentes. Essa é uma das minhas lutas - tentar explicar-lhes isso.

Ana Paula disse...

A minha decidiu, com pouco mais de 2 anos, dar a chucha dela aos peixinhos. Foi ela que pediu. Assim o fizemos. Custou 3 ou 4 noites.
Com o bébé, e apesar do nosso receio que ela regredisse, ela exige que ele tenha chupeta e obriga-o a chuchar.

Cristina disse...

O irónico da coisa cá em casa é a mais velha não querer largar a chucha e mais nova não querer a chucha. LOL

Cristina

Patrícia disse...

LOL!
Ele tem muitas saudades da chucha!
Dá-lhe uma!
Nem que seja só para andar por casa!
Mais cedo ou mais tarde, ele larga-a!

Bjs

Márcia Carvalho disse...

São as chamadas "dores de crescimento" mas a dor, lá está, faz parte e eles "engolem2 bem a questão. Parece-me que o argumento da Carla, (desculpa lá Carla), é fraquinho. Não estou a dizer que é preciso obrigar ou definir uma data mas se vamos aplicar esse argumento pela vida fora a coisa perde um bocado o sentido. Para tudo é preciso estimulos e incentivos. mas, seja como for, às vezes crescer não é mesmo justo!