sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Filmes, cinemas e (des)gostos

Ando há uma semana a pensar em 2 filmes em concreto e sem saber se gostei realmente deles ou não: Vicky, Cristina, Barcelona e Revolutionary Road.

Em ambos, a sensação que ficou pós-filme foi: não são grande coisa, mas depois uma semana inteira a pensar neles e, se calhar, a opinião muda. Porque um bom filme é isso mesmo, aquele que nos deixa a pensar. E pensar não só naquilo que vimos no ecrã, mas sobretudo a transpor as questões existenciais para a nossa realidade quotidiana.

Portanto, o do Woody Allen não é um grande filme (e aqui entra, se calhar um bocadinho de preconceito meu, que não consigo achar piadinha nenhuma à Sc(t)arlett, mas por outro lado, eu que também nunca achei grande piada à Penélope, exceptuando a Penélope/Almodóvar, gostei muito deste papel neurótico dela.) Mas e curiosamente a grande história do filme, para mim é claro, é a de Vicky. Foi essa a que me deixou a pensar. Como é que se prossegue com a vida planeada, depois de se ter provado o que a não planeada tem de melhor?

No outro filme, Revolutionary Road, 2 FABULOSAS interpretações do Di Caprio e da Kate Winslet. A sensação permanente do e o que é que vai acontecer agora, não no bom sentido, mas sempre na expectativa de que algo realmente vai mudar. O filme não passa de uma mera descrição da vida de um casal normal de subúrbios, ao melhor estilo de Sam Mendes. E é nesse mera que reside o busílis da questão. O que é uma vida normal? Devemos ou não contentar-nos com o que a vida nos vai trazendo, não questionando nunca o que ela não traz? Até que ponto devemos ou não «anularmo-nos» em prol da família, de uma vida estável, de um emprego mais-ou-menos ou de uma qualquer coisa que nem sequer sabemos muito bem o que é? À partida a resposta é fácil. Não devemos nunca. No final, as coisas não são assim tão chapa 4, porque aquilo que nos faz infeliz a nós pode não fazer os outros que estão ao nosso lado. E como é que (enquanto casal) vivemos com isso? Vamos em frente ou deixamo-nos ficar? E se o seguir em frente levar, por exemplo, à morte? Ainda assim vale a pena arriscar?

Dois filmes, a mesma sensação, tudo abordado ao de leve, tudo demasiado light, por outro lado, uma semana para tirar todas estas conclusões.

Se calhar, os filmes são mesmo bons filmes.

20 comentários:

Diana Bento disse...

Filmes, quais filmes? Ora, depois de ser mãe vi dois filmes! Em três anos, nada mau, lol!!!

Por acaso não foi a primeira vez que cá vim, mas se calhar foi a primeira vez que comentei.

Adorei as malas!

Beijinhos.

LP disse...

Olha, ao menos foste vê-los. Sabes há quanto tempo não vou ao cinema?

(eu nem a que é que isto soa, mas sinto-me mesmo assim)

Flores disse...

Meninas,

get real, cinema, qual cinema. Pirataria no seu melhor.

(Shiuuuu.)

LP disse...

Ah! Também quero!

Luz de Estrelas disse...

Ou tu é que os tornaste bons filmes. No referente às tuas perguntas, não sei responder. Antes era mais fácil dar saltos sem rede.

Loira disse...

Gostei do revolutionary road, mas, sim, é um pouco deprimente por levantar todas essas questões (sei que há quem tenha achado o filme secante... eu, às vezes, gosto de secas :D).
Do Vicky Cristina Barcelona... não será a obra prima do Woody Allen, mas acho que se gerou um preconceito enorme em relação a esse filme. Ou seja, uns qtos iluminados vieram dizer q é mau e agora toda a gente diz que é mau :s. O filme, para mim, não é mau (sim, sou do contra). Se compararmos com os outros filmes do W.A. é fraquito, sim, daí a ser mau... Continuando, é muito ao género W.A. os personagens continuarem na mesma na sua vidinha tosca, q foi o q aconteceu com a Vicky... deprimente e decandente o q baste para me ter deixado a pensar (como te aconteceu) e para não achar mau...
beijo
(já escrevi o post do shopping)

Mar disse...

Só vi o primeiro (estou fã incondicional da pirataria!!!)

Eu gostei. A banda sonora é genial. A Penélope a fazer de espanhola doida é do melhor: pergunto-me se representa bem ou disfarça mal. Reparaste que ela, a certa altura, chama o Barden de Javi, e não de Juan António, que é o que ele se chama no filme?

E a personagem da Vicky faz pensar. Muito. Soa-me à velha discussão sobre a escolha entre liberdade e segurança. A maioria das pessoas escolhe a segurança, mesmo que a opção certa pareça ser a liberdade.

O outro vou ver este fds, quando o meu fornecedor vier da Suiça. ;)

Anônimo disse...

Eu não vi nenhum dos dois, mas gosto de filmes que me deixem a pensar :)

Beijinhos

Anônimo disse...

hummmmm... agora deixas-te-me curiosa tb... ainda n os vi... onde sacas-te os filmes? lol

jocas

Maria disse...

Ainda não vi nenhum dos dois..=S
beijinhooo.

disse...

Tenho mesmo que ir à praça comprar vds [como diz a minha menina], sim porque ir ao cinema... há tres anos que não o faço :(

Flores disse...

Mother,

não me faças perguntas difíceis, q o/a pirata lá de casa ñ sou eu.

Flores disse...

Mar,

eu sou péssima a apanhar essas coisas nos filmes, mas tb gostei mto do lado lunático da Penélope.

LP,

é so dizer para onde q o fornecedor envia e entrega ao domicílio. :)

Rita disse...

pois aqui tb é tudo na base da pirataria!!!!:P


eu tb vi o 1º e fiqui com a sensação de que falta qq coisa, mas tb frequentemente me lembro do filme...LOOOL

já viste o do will smith? 7 vidas


vê!!!!


saca da net!!

Flores disse...

Rita, vi, sim. Custei um bocadinho a entrar, mas dps gostei.

Tita Dom disse...

Tenho que me dedicar á pirataria! Casa de ferreiro espeto de pau!!
Joquinhas

Cristina disse...

Ainda não vi nenhum dos dois. Fomos ver o Slumdog millionaire. Gostei tanto...
Isso da pirataria foi feito mesmo para as mães, não achas? LOL

Cristina

M disse...

ó pá, eu n sou mãe mas tb quero aderir a essa coisa da piriataria!! q eu ando tão preguiçosa p ir ao cinema e anda.me td a passar ao lado! pois q n vi nem metade dos filmes nomeados e sendo assim, na 2ª feira só poderei opinar sobre os trapinhos! :P

fáxavor pedir ao sr-com-nome-de-flor-ou-jardim-ou-árvore e informar as comentadores do costume, pode ser? :P

bj meu

Ana disse...

O filme do Woody não achei nada de especial e acho que a Penélope não merecia o Óscar.
Para mim, ela tem interpretações bem melhores em filmes do Almodóvar.

O RRoad achei muito bom. Mais as insterpretações do que o filme mas também me fez pensar....ainda penso.

Vi ontem o The Reader e gostei muito.

Mãe da Rita disse...

Aqu inão se viram oscarizáveis... Só o Ben Button, que largámos a meia-hora do fim e não retomámos... Muito decepcionados, afinal ,falava-se tanto... Do Vicky Cristina, vimos meia-hora e deixámo-nos dormir... Temos mesmo que nos dedicar a algo com princípio, meio e fim, que toscos! Mas vi o compacto dos óscares e fiquei toda contente,, não via nada disto há séculos. E gostei do que vi, achei comovente porem os oscarizados a fazerem uma espécie de homenagem aos nomeados.