terça-feira, 9 de junho de 2009

Confiança ou falta dela

Sofro em algumas áreas da minha vida de uma falta de confiança que roça a cobardia. Tenho medo de errar, de fazer mal, hesito imenso. Acho que para isto contribuem vários factores e um deles será o facto de no meu trabalho só nos fazermos notar quando erramos. Quando está tudo perfeito, passamos despercebidos. Trabalho exclusivamente na área há uns 5 anos. Fiz um curso inicial que me ajudou imenso a ganhar competências técnicas, mas que não me deu a dita confiança.

Voltei à carga este ano. Quando fiz a entrevista, para saber se entraria ou não, disseram-me que aquilo não era para mim, que eu «precisaria» de uma coisa mais avançada. Insisti que o queria fazer.

Terminei a primeira fase com uma média de 17 valores. Há uma dualidade em mim. Bom desempenho, penso. Devia ser muito melhor, penso também.

Trabalhar com o erro é difícil. 15% é um valor inadmissível.

17 comentários:

T disse...

Ultrapassa-te. Vence o medo. Pensa mais alto. Faz o avançado. Eu sempre tive muitos medos e inseguranças e sabes quando ultrapassei uma grande parte deles? No dia em que defendi a tese de mestrado. Eu, que tremia nas orais da faculdade, venci um medo do tamanho do mundo e, com erros como qualquer humano, ganhei uma confiança que tinha perdido há muito.

Anônimo disse...

A quem o dizes, a quem o dizes... sinto exactamente o mesmo, mas muito pela minha falta de confiança, porque sei que o que faço faço bem, mas nem sempre sinto isso!

haveremos de chegar lá... I hope!

jocas

Flores disse...

Tânia,

dispensei sempre as orais. Acho q tinha tanto medo de enfrentar o «bicho» q estudava até mais não, para não ter q as fazer. :)

O objectivo deste curso era abalançar-me para o mestrado. Estou cheiinha de medo, mas vou em frente, q atrás vem gente. :)

Mar disse...

Por isso é que as orais deviam ser obrigatórias (disse sempre isto, fiz orais a quase tudo, para subir nota, porque quis). Assim toda a gente tinha que ir, e à força de tanto repetir aprende-se a controlar o medo.

Porque o medo está sempre lá. Engole-se, fecham-se as mãos com força e vai-se em frente. Caso contrário, é-se ultrapassado por gente cuja grande qualidade é uma enorma dose de lata.

Go, flores!

sophy disse...

Uiiiiiiiiii não fosse o meu signo balança......tremo so de saber que tenho de falar em público, de orais, de apresentções...eu nem durmo.

Não te sei aconselhar porque sou igualinha a ti flores....mas uma coisa é certa nºao hei-de morrer sem vencer esse medo....:)

Bj e força

T disse...

Florinhas, no meu caso as orais (salvo no ano da morte da minha mãe) nunca foram para fazer, foram para subir. Tinha de ser. Engolia mil sapos, odiava aquela sensação (o facto de, à época, não gostar muito do curso não ajudava). Acabei o curso odiando orais. No mestrado foi diferente. Foram 2 anos de trabalho tão intenso que era quase um filho e eu não podia deixar de o defender como ninguém o faria por mim. Acredita no que te digo, 180º de mudança, nesse aspecto.

Rita Camões disse...

No meu curso havia cadeiras com orais obrigatórias. Como em tudo na vida (na minha opinião) a prática faz a perfeição. Chegamos a um ponto (ainda que nervosa à mesma) já não custa nada:)

Força:)

T disse...

Ah,e aquilo que a Mar diz não podia ser mais acertado. É frustrante ver pessoas, cuja "lata" é a melhor qualidade, conseguir passar à frente. Isso é um incentivo adicional. Confesso que em termos profissionais sou muito low profile, mas nesse aspecto tento mesmo não ser passada para trás...

Jolie disse...

força flores! sem medos!

:)

Cool Mum disse...

Go baby go!
Os 85% é que valem.

Beijo.

Flores disse...

Concordo plenamente com as orais obrigatórias, por causa disso mesmo. No meu curso não eram obrigatórias e fugia delas como diabo da cruz. Eu seja, contentei-me com uma média sofrível de 14 valores, no final, por isso mesmo. Acho q ainda nunca tinha ponderado o mestrado muito a sério por receio disto também.

E, tal como digo no post trabalhar numa área em que só nos apontam as falhas não ajuda a este ganhar de confiança.

Cristina disse...

:) Tenho exactamente o mesmo problema... E tenho que vencê-lo. Fiz muitas orais mas para passar à cadeira mesmo. LOL
Mas olha que há muitas áreas profissionais em que só se apontam as falhas. É raro ouvires um elogio ou um comentário ao teu trabalho... Irrita-me imenso essa falta de respeito por quem dá o litro. Enfim...
Acredito nas tuas capacidades (17?!). E acho que é mais insegurança do que cobardia...

Bjos grandes

Cristina

Lara disse...

A confiança ganha-se, lembras-te?
Acredita tu primeiro em ti própria e o resto flui.
E, já agora, vai em frente com o mestrado, mulher!
Estou orgulhosa de ti! :)

Tita Dom disse...

Orgulha-te de ti, orgulha-te do caminho até aqui percorrido!
Chegaras lá sem medos!
Força!
O caminho está mesmo aí, para continuar sem olhar para trás!
Beijinhos

Zuza disse...

Ser-se notado só qdo algo está mal? sei. tenho vindo a saber. not good. abala confianças sim senhora.

e voltei a sentir uma enorme saudade do ensino: lá eu "recebia" feedback na hora. lá eu não precisava de ninguém a elogiar para saber q tinha feito um excelente trabalho ou a criticar por poder ter feito melhor...

daí a até ser cobardia, vai lá vai. vai fazer o curso :DD

(eu tive média de 17 no semestre passado e não podia ter ficado mais orgulhosa de mim LOL não fui a nenhuma aula e conheci os profs no dia dos exames :DD)

Luz de Estrelas disse...

Tb era assim. Nem conseguia falar. Agora até discursos faço. LOL. O trabalho obrigou-me a vencer todos os embaraços, às vezes à custa de sofrimento. Agora sou das que tem a tal grande dose de lata e era capaz de falar para milhares, sem sequer estremecer.

LP disse...

A mim a idade ajudou-me. Isso e a concentração nos sucessos. Claro que me massacro (fustigo?) com os erros mas normalmente penso nos sucessos.