sobre uma criança que desaparece e não chorei.
E não chorei não porque a história não fosse triste, não porque o que quer que tenha acontecido à criança não tenha sido terrível, não porque a história daquela mãe não fosse arrepiante, devastadora, mas porque a história foca os pontos centrais (não lamechas) e encadeia-os tão bem que não temos tempo para chorar, só para estar muito atentos e surpreendidos a cada desenvolvimento.
Vi um filme sobre uma criança que desaparece e não chorei porque este é, acima de tudo, um filme (uma vida) carregadinho de esperança.
À Angelina, o papel de mãe assenta-lhe que nem uma luva, como seria de prever, ao Clint Eastwood assenta cada vez melhor o papel de realizador (ou de contador de histórias).
A Troca, 2008.